O governo espanhol quer privatizar a maioria do capital do Porto Seco de Coslada, em Madrid. O processo deverá avançar dentro de um mês.

A privatização insere-se no programa de reajustamento definido para o Ministério do Fomento. O terminal intermodal de Coslada serve de porto seco para os principais portos espanhóis – mas também para o porto de Lisboa – na região de Madrid.

Em linha com as opções governamentais, a Puertos del Estado, que detém uma posição de 10,2% no capital da Sociedad Puerto Seco de Madrid, já anunciou a intenção de vender. E o mesmo fez a Autoridade Portuária de Bilbau, com uma participação igual.

Ao invés, e curiosamente, as autoridades portuárias de Valência, Algeciras e Barcelona, os três maiores portos do país vizinho, que controlam cada 10,2% da empresa, estão inclinadas a não vender e a participarem na futura solução para o terminal.

A Comunidade de Madrid também já decidiu vender os seus 10,2%. Mas isso não chega para se atingir a desejada privatização da maioria do capital. Pelo que pelo menos um dos dois accionistas restantes – o Ayuntamiento de Coslada ou a Sepes – terá de vender também.

A privatização deverá avançar algures durante o próximo mês, desconhecendo-se ainda se será feita através de concurso público ou mediante a realização de um leilão.

A exploração do terminal de Coslada está concessionada à Conte Rail mas o contrato respectivo termina no final do ano e não deverá ser renovado.

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