Falhada a privatização, o Porto Seco de Madrid anuncia um novo concurso para a concessão do terminal intermodal. A ConteRail é a candidata natural. Mas poderão surgir outros.

O novo concurso deverá ser lançado ainda no decurso deste primeiro trimestre. No entretanto, a operação do terminal continua a ser assegurada pela ConteRail, concessionária até ao passado dia 31 e que entretanto acordou prorrogar o contrato por um máximo de dois períodos de seis meses.

A decisão da administração do Porto Seco de Madrid de avançar com a concessão decorre da desistência do processo de privatização intentado pela Puertos del Estado. A ideia era, de uma assentada, reduzir a exposição dos portos espanhóis a activos considerados não estratégicos, encaixar alguma receita e entregar a gestão a operadores privados.

Além da Puertos del Estado, estavam vendedoras as administrações portuárias de Barcelona e Bilbau, a Comunidade de Madrid e a Sepes. Já os portos de Valência e Algeciras e o ayuntamiento de Coslada queriam manter-se.

O processo foi abandonado porque o valor da avaliação do Porto Seco de Madrid foi considerado insuficiente e, logo, a venda um mau negócio.

Agora, a ConteRail é a candidata natural à concessão. Mas poderá ter a concorrência de outros operadores logísticos de base ferroviária, além de operadores portuários dada a importância de Madrid como centro de consumo e de destino de muitas cargas movimentadas nos principais portos espanhóis.

No ano findo o Porto Seco de Madrid terá movimentado cerca de 105 mil TEU, aproximando-se da sua capacidade teórica de 115 mil TEU/ano.

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