Entre Janeiro e Novembro, as cargas movimentadas nos portos nacionais caíram 4,4%. Só em Novembro, recuaram 5,2%, de acordo com os dados da Autoridade da Mobilidade e dos Transportes (AMT).

Nos primeiros 11 meses do ano, os portos do Continente processaram 84,9 milhões de toneladas, menos 3,9 milhões que em igual período de 2017. Em Novembro, contaram-se 7,1 milhões de toneladas.

Principais causas para as perdas dos portos em 2018: as quebras nas descargas de carvão (25%) e petróleo bruto (14%) .

De acordo com os números coligidos pela AMT, entre Janeiro e Novembro, movimentaram-se 17,8 milhões de toneladas de granéis sólidos (menos 6,1% em termos homólogos), 29 milhões de toneladas de granéis líquidos (menos 9,2%) e 38,2 milhões de toneladas de carga geral (mais 0,6%), sendo 31,9 milhões de carga contentorizada (mais 1,4%), 4,8 milhões de carga fraccionada (menos 7,3%) e 1,5 milhões de carga ro-ro (mais 12,2%).

Em Novembro, os granéis sólidos recuaram 4,9% e os líquidos 13,3%, enquanto a carga geral avançou 1,5%, notando-se a perda de 21% na carga ro-ro (por causa da crise laboral em Setúbal).

Só Aveiro e Faro escapam

No final de Novembro quase todos os portos acumulavam perdas na carga movimentada face ao período homólogo de 2017. As excepções eram Aveiro, a crescer 6,2%, a caminho do recorde histórico que viria a confirmar-se, e Faro, com um ganho de 74,3% mas apenas 134,8 mil toneladas processadas.

Entre os principais portos, Sines recuava 5,6% para 43,8 milhões de toneladas, Leixões 2,6% para 17,5 milhões, Lisboa 7,1% para 10,5 milhões, Setúbal 4,6% para 5,8 milhões. Aveiro, já se disse, crescia até aos 5,1 milhões de toneladas.

Nos portos mais pequenos, Figueira da Foz perdia 2,5% para 1,9 milhões de toneladas, Viana do Castelo 18,9% para 312,5 mil toneladas e Portimão 27,2% para 655 toneladas.

Em Novembro, Leixões, a subir 4%, juntou-se a Aveiro e Faro acima da linha de água.

Sines cresce com o hinterland

A movimentação de contentores, medida em TEU, atingiu no final de Novembro os 2,75 milhões, o que representa uma quebra marginal de 0,2%. Devida às perdas de Lisboa (menos 12,6%) e Setúbal (menos 13,2%).

Ao invés, Sines avançou 4,2% e Leixões 3,3% em termos homólogos. Note-se, no caso de Sines, que o crescimento foi muito maior (13,4%) na movimentação de cargas de/para o hinterland, do que no transhipment (0,7). Sendo que o transhipment representou 77,6% do total.

Sines movimentou, assim, 1,6 milhões de TEU, Leixões 609 mil, Lisboa 309 mil, Setúbal 122 mil e Figueira da Foz perto de 18 mil.

Em Novembro, a produção cresceu 2,9% em termos homólogos para cima dos 242 mil TEU. Sines cresceu 16,6% e Leixões 8,9%, mas Lisboa quebrou 18,7% e Setúbal afundou 85,7%.

 

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