O movimento de mercadorias nos portos do Continente atingiu 13,6 milhões de toneladas no final de Fevereiro, o que representa um crescimento homólogo de 1,4% e fixa um novo recorde. Mas só em Fevereiro caiu 5,4%.
Porto de Lisboa

Entre os principais portos, Sines foi o que mais cresceu e o que mais contribuiu para o total nacional. Os 6,98 milhões de toneladas ali processadas representaram um ganho homólogo de 6,1% e já pesam 51,5% no todo do sistema portuário do Continente.

A crescer estiveram também os portos de Leixões (2,7% para 2,8 milhões de toneladas) e Viana do Castelo (51,8% até às 95,3 mil toneladas),

Na inversa, e a impedirem mais ganhos, Lisboa recuou 11,6% até aos 1,5 milhões de toneladas, Setúbal cedeu 2,1% para 1,2 milhões de toneladas, e Aveiro recuou 2,4% e ficou nas 689,8 mil toneladas.

Note-se, todavia, que em Fevereiro o movimento de cargas nos portos nacionais recuou 5,4%, com um registo de 6,3 milhões  de toneladas.

Contentores e carvão puxam pelos números

A carga contentorizada e os granéis sólidos, especialmente o carvão, deram os principais contributos para o crescimento da actividade nos portos nacionais nos dois primeiros meses do ano.

As cargas metidas em contentores totalizaram 4,49 milhões de toneladas (mais 9,2%) e foram determinantes para o ganho de 3,3% da carga geral, que somou 5,5 milhões de toneladas. Já o movimentou de carvão totalizou 1,2 milhões de toneladas (mais 31,3%) e alavancou os 3,4 milhões de toneladas dos granéis sólidos, que no conjunto avançaram 10,7%. Não por acaso, os contentores e o carvão são duas cargas fortes em Sines.

Finalmente, os granéis líquidos totalizaram 4,7 milhões de toneladas (menos 6,3%). Destacou-se aí o petróleo bruto, com 2,1 milhões de toneladas (mais 5,2%).

 

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