Os portos do Continente movimentaram 48,6 milhões de toneladas no primeiro semestre do ano, mais 8,1% que no período homólogo de 2016, divulgou hoje a Autoridade da Mobilidade e dos Transportes (AMT).

MSC - Porto de Sines - Terminal XXI

Leixões, Aveiro e Sines registaram os melhores resultados de sempre no período em análise. Lisboa foi o porto que mais cresceu. Viana do Castelo, Setúbal e Faro continuam a perder cargas.

Dos 3,7 milhões de toneladas a mais movimentados entre Janeiro e Junho, passaram por Lisboa 1,2 milhões de toneladas, destaca a AMT. Mesmo assim, a crescer 26,3% em termos homólogos para 5,9 milhões de toneladas, o porto da capital não conseguiu ainda igualar os melhores valores médios alcançados antes da crise que o assolou.

Aveiro atingiu um recorde de 2,6 milhões de toneladas movimentadas, a crescer 23,2% em termos homólogos; Leixões avançou 9% até aos 9,7 milhões de toneladas; e Sines subiu 6,8% até aos 25,7 milhões de toneladas – mas perdeu quota de mercado (uma perda marginal).

Sem recorde, a Figueira da Foz tocou o milhão de toneladas (mais 2,8%).

Setúbal recuou 10,9% para 3,5 milhões de toneladas processadas, em Viana do Castelo contaram-se 195 mil toneladas (menos 7,2%) e em Faro nem com a retoma da laboração da Cimpor se conseguiu melhor que 52 mil toneladas movimentadas (menos 65,7%).

Se no primeiro semestre o ganho acumulado na movimentação de cargas foi de 8,1%, em Junho o resultado global foi negativo em 2,8%, com 7,96 milhões de toneladas, sobretudo por causa das quebras nos produtos agrícolas e petróleo bruto.

Carga contentorizada marca o ritmo

A carga geral continua a marcar o ritmo do crescimento da actividade dos portos do Continente, com uma subida homóloga de 14,2% e um total de 21,9 milhões de toneladas.

Em particular, destaca-se a carga contentorizada, com 18,2 milhões de toneladas processadas (mais 18,2%), muito alavancada pelos movimentos de transhipment, como salienta a AMT. A outra escala, a carga ro-ro também deu uma ajuda, a subir 15,3% para cerca das 671 mil toneladas.

A movimentação de granéis sólidos cresceu 5,9% e chegou aos 9,9 milhões de toneladas, com destaque para a subida de 11,3% do carvão para os 2,9 milhões de toneladas. Os “outros” granéis sólidos fizeram quatro milhões de toneladas (mais 5,3%).

Nos granéis líquidos o crescimento homólogo foi de apenas 2,1%, com um total de 16,8 milhões de toneladas. Os produtos petrolíferos até aumentaram 19,4% (para 8,9 milhões de toneladas), mas a movimentação de petróleo bruto caiu 12,4% (para sete milhões de toneladas) – a AMT lembra a propósito que no ano passado os números foram empolados pelo transbordo em Sines de cargas destinadas a Leixões (por causa da inactividade da monobóia).

 

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