Pelo terceiro mês consecutivo, os portos nacionais movimentaram menos carga que no período homólogo anterior. Em Janeiro contaram-se 7,7 milhões de toneladas, menos 7,5%, divulgou a Autoridade da Mobilidade e dos Transportes (AMT).

Sines, que tem alavancado os recordes nacionais do sector, foi desta vez o principal responsável pela quebra verificada, ao cair 18,8%para 3,8 milhões de toneladas, com a movimentação de contentores – o principal motor do crescimento – a recuar 22,8%.

Na sua análise, a AMT sublinha que os dados de um único mês são facilmente influenciáveis por acontecimentos avulsos, e que no caso de Sines se mantém a tendência de crescimento na comparação com 2016. Facto é que já em Novembro e Dezembro do ano passado os números globais da movimentação de cargas nos portos do Continente recuaram, 7,5% e 15,8%, respectivamente.

Aveiro cresceu 43%

Se Sines recuou (e até desceu dos 50% na quota de mercado) e Setúbal também (3,6% para  518 mil toneladas), Leixões e Aveiro tiveram o seu melhor Janeiro de sempre: Leixões movimentou 1,7 milhões de toneladas (mais 2,1%) e Aveiro 506 mil (mais 43%!).

Em alta estiveram também os portos de Viana do Castelo (55,2% para 38 mil toneladas), Figueira da Foz (35,4% para 197 mil toneladas) e Lisboa (3,1% para 979 mil toneladas).

Em termos globais, só a carga ro-ro, os produtos agrícolas e os outros granéis líquidos tiveram um comportamento positivo em Janeiro, com subidas de 18,4%, 33,8% e 6,3%, respectivamente.

A carga geral liderou os movimentos com 3,1 milhões de toneladas, mas perdeu 14,7%, castigada pela carga contentorizada (menos 16,8% para 2,6 milhões de toneladas). Os granéis sólidos recuaram 2,21% para 711 mil toneladas. E os granéis líquidos baixaram 2,4% para 3 milhões de toneladas.

Contentores recuam 13%

Em Janeiro, os portos do Continente movimentaram 226 182 TEU, menos 13,4% que no mesmo mês de 2017.

Setúbal foi o único porto a crescer, tendo avançado 15,4% e chegado aos 11 994 TEU.

Sines foi, entre os principais, o porto que mais perdeu: 19,1%, penalizado pela comparação com um Janeiro de 2017 que foi muito forte. Desta feita fez 131 563 TEU, ainda assim 58,2% do total nacional.

Leixões recuou 7,3% para 45 807 TEU e Lisboa cedeu 1,4% para 35 071 TEU. Na Figueira da Foz movimentaram-se apenas 1 746 TEU (-44,9%).

 

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  1. Em sentido oposto, o porto de Barcelona afasta-se do porto de Sines com crescimento extraordinário e tudo porque a MINISTRA DO MAR, ao fim de + 2 anos, não consegue renegociar as concessões dos terminais de mercadorias : contentores e graneis, impossibilitando concessionários fazerem seus investimentos em Sines, Alcântara & Setúbal e Leixões & Aveiro, 1 VERGONHA !