Ao cabo de três anos de encontros formais, ficou decidida em Luanda a constituição da Associação de Portos da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP).

De acordo com as conclusões finais do encontro de Luanda, a futura associação pretende assumir-se “como um instrumento de inegável valia no reforço da cooperação e também como entidade dinamizadora das acções necessárias ao incremento das trocas comerciais entre os países da CPLP”.

Ainda sem associação da CPLP formada, coube à Associação dos Portos de Portugal promover a realização de um estudo de mercado e dos portos da CPLP. O relatório final só será entregue no decurso do primeiro trimestre do próximo, mas os primeiros dados, apresentados em Luanda por Luís Tadeu, parecem confirmar a evidência empírica: “a existência de um forte potencial parra o aumento das trocas comerciais entre os países da CPLP”.

No 3.º Encontro dos Portos da CPLP a representação lusa, ao nível dos oradores, foi assegurada por Lídia Sequeira (que falou das AEM e da sua conexão com os deep sea), Carlos Gouveia Lopes (a Janela Única Portuária foi o tema principal), Luís Carlos Barroso (as autoridades portuárias e a segurança: o ISPS), Matos Fernandes (plataformas logísticas) e Vieira dos Santos (o papel das comunidades portuárias). José Luís Cacho esteve também na apresentação do estudo de mercado.

O próximo encontro dos portos de Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal e S. Tomé e Príncipe acontecerá no próximo ano, em Cabo Verde.

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