Os portos de Lisboa e  Setúbal vão ter uma administração comum, anunciou hoje a ministra do Mar no final da reunião do Conselho de Ministros dedicado ao mar, e que foi presidido pelo Presidente da República.

Porto de Setúbal

O plenário do governo aprovou hoje um diploma que estipula que os portos de Lisboa e de Setúbal (e Sesimbra) passem a ter “um Conselho de Administração comum, em regime de acumulação de funções, para efeitos de planeamento estratégico e promoção de sinergias organizacionais e operacionais de ambas as empresas”, lê-se no comunicado oficial.

“Este Conselho de Administração comum passará a ser responsável pela elaboração de instrumentos de gestão comuns, designadamente um plano estratégico comum às duas administrações portuárias e, tendencialmente, na constituição de serviços partilhados, num posicionamento de promoção das potencialidades de captação de investimento nacional e estrangeiro destas duas estruturas portuárias estruturais da Área Metropolitana de Lisboa”, acrescenta o comunicado.

Recorde-se que já o anterior Executivo PSD/PP tentou uma aproximação na gestã0 estratégica dos portos de Lisboa e Setúbal, quando nomeou as respectivas administrações, lideradas por Marina Ferreira e Vítor Caldeirinha, respectivamente. De resto, a APSS viu nomeados apenas dois administradores, numa perspectiva de futura aproximação.

Mas a aproximação – se alguma vez foi tentada – foi rapidamente abandonada. O Governo concentrou-se na promoção do novo terminal de contentores na margem Sul do Tejo, e o Porto de Setúbal – a respectiva administração e comunidade portuária – concentraram-se em afirmar-se como uma alternativa viável, e low cost, para servir Lisboa, pelo menos a região Sul.

A decisão agora anunciada de nomear uma administração única para os dois portos afasta, pelo menos no imediato, o “fantasma” da fusão, que não agradava a nenhum das comunidades portuárias, em particular à de Setúbal que temia ser subalternizada.

Experiências semelhantes têm corrido bem, como o atestam os casos dos portos de Leixões e de Viana do Castelo (antes da fusão) e de Aveiro e da Figueira da Foz.

 

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