O movimento de mercadorias nos portos espanhóis cresceu no primeiro semestre, apesar da quebra sofrida pelo maior de todos – Algeciras – em consequência das greves dos estivadores.

Maersk-Mckinney-Algeciras

Na primeira metade do ano, os portos do país vizinho movimentaram 255 milhões de toneladas, o que representou um crescimento homólogo de 3,9%. Algeciras recuou 6,8% para os 48,5 milhões de toneladas. Valência, número dois na Península, que também sofreu com as greves, conseguiu ainda assim fechar o semestre praticamente sobre a linha de água (cedeu 0,07%), com 36,2 milhões de toneladas.

A compensar estas perdas esteve, destacado, o porto de Barcelona, com um crescimento acumulado de 18,2% e 28,8 milhões de toneladas processadas.

A carga geral continuou a dominar, com um total de 122,6 milhões de toneladas (mais 4,3% em termos homólogos). A carga contentorizada representou 86,5 milhões de toneladas (mais 4,2%) e a carga fraccionada 36,2 milhões (mais 4,6%).

Os granéis líquidos contribuíram com 85,8 milhões de toneladas (mais 4%) para o total, enquanto os granéis sólidos valeram 46,7 milhões de toneladas (mais 2,7%).

Barcelona cresce 29% nos contentores

Se as greves dos estivadores afectaram sobretudo a movimentação de contentores, a verdade é que o prejuízo de uns – Valência e sobretudo Algeciras – foi o ganho de outros, ou melhor dito de outro: Barcelona.

O porto da cidade condal, onde as greves pouco se sentiram,  foi o mais beneficiado com o desvio de navios dos seus rivais espanhóis e cresceu, no primeiro semestre, 28,6% 1,4 milhões de TEU.

Ao invés, Algeciras recuou 9,4% para “apenas” 2,1 milhões de TEU e Valência ainda perdeu 1,6% e ficou-se pelos 2,3 milhões de TEU.

 

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