Quase todos todos os portos do top 15 europeu perderam contentores no primeiro trimestre do ano. As excepções: Gioia Tauro, Antuérpia e Algeciras.

Mesmo sem o impacto da Covid-19 (que só começou a sentir-se na segunda metade de Março), o movimento de contentores nos principais portos europeus regrediu face ao primeiro trimestre de 2019, assinala Theo Notteboom. Os resultados do segundo trimestre deverão ser ainda piores, avisa, por causa do confinamento na Europa e da supressão de inúmeras viagens no Ásia-Europa.

O porto de Gioia Tauro foi a grande excepção à regra no primeiro trimestre, com um crescimento homólogo de 52%. Uma subida que se explica sobretudo pelo facto de, em Abril do ano passado, a TIL ter comprado à Contship os 50% que não detinha na concessão, e de a partir daí a MSC ter passado a concentrar ali mais movimentos. Ainda assim, note-se que mesmo com o resultado agora alcançado o porto italiano é o 13.º europeu, quando em 2007 era o 5.º.

Antuérpia (+9,5%) registou um forte crescimento em todos os tráfegos menos os do Extremo Oriente e Algeciras (+6,6%) prosseguiu no arranque de 2020 a recuperação realizada em 2019.

Nas quedas destacaram-se Le Havre (-23%) e Barcelona (-14%). Theo Notteboom lembra, para o caso francês, os efeitos das greves de Dezembro e Janeiro e a forte exposição à China, enquanto no porto catalão  destaca a quebra de 27% nos tráfegos de transhipment.

Realce ainda para os casos do Pireu e de Gdansk, que viram interrompido o rápido crescimento experimentado nos últimos anos. O porto grego, com a Cosco, guindou-se ao quarto lugar do ranking (era 17.º em 2007), e o polaco é agora 15.º mas em 2007 era 63.º…

Mesmo a perder 4%, em termos homólogos, Roterdão manteve a liderança, com uma vantagem de três milhões de TEU sobre o segundo classificado, Antuérpia.

Portos europeus perderam contentores .

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