Marselha e Le Havre continuam sob a ameaça de greves, o que está a motivar os armadores a cancelarem escalas e a desviarem cargas.

Continua o braço de ferro entre os trabalhadores portuários e o governo de Paris a propósito da reforma do trabalho portuário em França. O ano de 2011 ainda começou há apenas uma semana e sucedem-se as paralisações a afectar os principais portos.

As informações mais recentes dão conta que a última vaga de paralisações se iniciou ontem e poderá prolongar-se até segunda-feira, em Le Havre ou em Marselha-Fos, à medida que os estivadores e os operadores dos pórticos foram cumprindo diferentes períodos de greve.

Para além destas paralisações, os trabalhadores portuários continuam a cumprir uma hora de greve nos turnos da manhã e da tarde, em dias alternados, e a recusar-se a realizar trabalho extraordinário.

A “revolução” anunciada pelo governo de Sarkozy para o sector portuário gaulês prevê a passagem dos trabalhadores portuários para a esfera dos operadores privados. Os trabalhadores discordam. As negociações entre as partes prosseguem para a semana.

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