Nos primeiros quatro meses do ano, os portos do Continente movimentaram 29,4 milhões de toneladas de mercadorias, um recorde e um crescimento de 2,3% em termos homólogos, divulgou a Autoridade da Mobilidade e Transportes (AMT). Mas em Abril a actividade cedeu 0,9%.

Porto de Setúbal

O porto de Sines continuou a liderar o crescimento do sector, valendo agora 53% do movimento total de mercadorias, com 15,6 milhões de toneladas (mais 12,4%). A AMT assinala, porém, o peso importante das cargas de transhipment, que já representarão cerca de cinco milhões de toneladas.

A ajudar ao resultado global positivo, ainda que a uma escala diferente, o porto de Setúbal cresceu 2,5% até aos 2,5 milhões de toneladas. E o porto de Viana do Castelo avançpu 5,7% até perto das 150 mil toneladas.

Na inversa, e sem surpresa, Lisboa liderou as perdas, com uma quebra homóloga de 15,4% para 3,2 milhões de toneladas processadas apenas. Leixões também acabou o quadrimestre no vermelho, a ceder 4,2% para 5,8 milhões de toneladas.

Entre os portos mais pequenos, Aveiro quebrou 12,7% para 1,4 milhões de toneladas; Figueira da Foz caiu 9,9% até às 629 mil toneladas; e Faro afundou 16,7% para 112 mil toneladas.

Contentores, carvão e petróleo em alta

A carga geral foi  a que teve o melhor comportamento nos primeiros quatro meses do ano. Cresceu 4,6% e chegou aos 12,2 milhões de toneladas, alavancada pela carga contentorizada, que avançou 10,8% até aos 9,8 milhões de toneladas.

Os granéis sólidos subiram 1,6% e somaram 6,5 milhões de toneladas. Destaque para as movimentações de carvão (2,1 milhões de toneladas, mais 15,7%). E os granéis líquidos avançaram ainda 0,2% até aos 10,7 milhões de toneladas, com o petróleo bruto a garantir 5,4 milhões (mais 20,3%).

E assim, com os contentores, o carvão e o petróleo bruto em alta se explica a preponderância de Sines.

Quebra de 0,9% em Abril

Em Abril, os portos do Continente movimentaram 7,7 milhões de toneladas, o que representou uma quebra homóloga de 0,9%.

Os mais castigados foram os granéis sólidos, com um recuo de 8,9% (para cerca de 1,4 milhões de toneladas). A carga geral somou 3,3 milhões de toneladas (mais 0,4%), enquanto os granéis líquidos fizeram quase 3 milhões de toneladas (mais 1,9%).

 

 

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