Os portos do Continente movimentaram 65,6 milhões de toneladas até Setembro, uma quebra homóloga de 7,2% e pior que os -6,8% registados no final de Agosto.

Sines atira os portos nacionais para o vermelho

Entre os principais portos, apenas Leixões está em terreno positivo, com um ganho acumulado de 1,9% para 14,8 milhões de toneladas. Setembro foi mesmo o seu melhor mês de sempre, destaca a Autoridade da Mobilidade e dos Transportes (AMT).

Ao invés, Sines é apontado como “um dos principais responsáveis” pelo desempenho negativo do sector. Nos primeiros nove meses somou 31,5 milhões de toneladas, menos 13,4% que há um ano, e perdeu a maioria absoluta em termos de quota de mercado, que é agora de 47,9%.

Segundo a AMT, a greve dos estivadores e as paragens programadas da central termoeléctrica e da refinaria custaram a Sines 6,2 milhões de toneladas, que os aumentos dos produtos petrolíferos (1,2 milhões de toneladas) e dos outros granéis líquidos (256 mil toneladas) não conseguiram compensar.

Entre os outros portos, Viana do Castelo também cresce em termos homólogos, e logo 19,1%, mas para 308 mil toneladas apenas. Curiosamente, Leixões e Viana do Castelo são geridos pela APDL.

Aveiro, que vinha somando recordes sucessivos, cedeu 18,3% em Setembro, e com isso passou a perder 0,1% no acumulado dos nove meses, com um total de 4,1 milhões de toneladas.

Lisboa continuou, em Setembro, a reduzir as perdas e acumulou no ano 8,6 milhões de toneladas, menos 3,6% em termos homólogos. Em sentido contrário, Setúbal passou a perder 2,2%,com 4,9 milhões de toneladas processadas.

Na Figueira da Foz contaram-se 1,5 milhões de toneladas, menos 8,7%% na comparação homóloga.

Contentores lideram perdas

No final de Setembro, todos os principais agregados de mercadorias apresentaram resultados negativos face aos primeiros nove meses de 2018.

A carga geral perdeu 9,9% para 28,3 milhões de toneladas; os granéis sólidos recuaram 11,1% para 13 milhões de toneladas, e os granéis líquidos cederam 1,5% para 24,3 milhões de toneladas.

Numa análise mais fina, a carga contentorizada, o carvão e o petróleo bruto foram as mercadorias que mais perderam. Precisamente aquelas mercadorias em que Sines é mais forte.

Ao invés, a carga ro-ro destacou-se nas subidas (18,9%), seguida pelos minérios e pelos produtos petrolíferos.

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