Não fosse a “dança” de petroleiros entre Sines e Leixões e os portos nacionais acusariam no final de Julho uma quebra homóloga na movimentação de cargas. Assim, ainda crescem 0,8% para um total de 53,2 milhões de toneladas. Um recorde para o período em causa.

Porto de Sines

Os números são da Autoridade da Mobilidade e dos Transportes (AMT), que trata de explicá-los no seu relatório mensal. Porque a monobóia oceânica de Leixões não está operacional, parte das descargas de petróleo bruto destinadas à refinaria de Matosinhos tem sido desviada para Sines e ali carregada em navios mais pequenos, que podem descarregar no terminal petrolífero de Leixões.

Daí resultam uns excepcionais 1,1 milhões de toneladas de petróleo bruto carregadas em Sines. Que seguram à tona de água os números globais dos portos, que crescem apenas cerca de 500 mil toneladas face ao período homólogo de 2015.

Acresce, sublinha também a AMT, que estas “viagens” do petróleo bruto entre Sines e Leixões estarão, objectivamente, a engrossar os números de Sines (com descargas e cargas excepcionais), sofrendo o porto nortenho com a falta da monobóia.

Em termos globais, as cargas embarcadas (22,7 milhões de toneladas) caíram 0,6%  e as mercadorias desembarcadas (30,5 milhões de toneladas) cresceram 1,9%.

Sines já vale 53,8% do total nacional

Por causa do petróleo mas não só, Sines é o único porto a crescer, em termos homólogos, nos primeiros sete meses do ano: 2,5 milhões de toneladas, ou 9,6%, para um acumulado de 28,6 milhões de toneladas. O equivalente a 53,8% do total dos portos do Continente.

Na inversa, continua a destacar-se Lisboa, com uma perda acumulada de 18,5% ou 1,25 milhões de toneladas, para 5,5 milhões de toneladas, Uma quota de mercado de 10,3%!

Nos outros portos, Leixões movimentou 10,4 milhões de toneladas (menos 2,9%), Setúbal registou 4,5 milhões de toneladas (menos 2,4%), Aveiro 2,5 milhões de toneladas (menos 9,6%), Figueira da Foz 1,2 milhões de toneladas (menos 3,3%), Viana do Castelo 232 mil toneladas (menos 10,6%) e Faro 152 mil toneladas (menos 36,2%).

Granéis líquidos em alta

Com a ajuda da movimentação do petróleo bruto (sobe 21% em termos homólogo), os granéis líquidos são o agregado de mercadorias com o melhor comportamento nos primeiros sete meses, em termos homólogos. A AMT conta 19,7 milhões de toneladas (mais 2,7%).

A carga geral segue de perto, com um avanço homólogo de 2,5% até aos 22,7 milhões de toneladas, destacando-se a carga contentorizada com 18,2 milhões de toneladas (mais 7,6%).

A cair estão os granéis sólidos. Cedem 5,6% para os 10,9 milhões de toneladas. Destoaram os produtos agrícolas, com um crescimento de 3,9% para 2,7 milhões de toneadas.

 

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