2017 foi o melhor ano de sempre dos portos nacionais. Mas Dezembro foi o pior Dezembro dos últimos quatro anos, revela o relatório da Autoridade da Mobilidade e dos Transportes (AMT).

No ano passado, os portos do Continente movimentaram 95,9 milhões de toneladas, mais 2,2%, ou cerca de dois milhões de toneladas que em 2016, fixando assim um novo máximo.

Leixões e Aveiro alinharam pela tendência e conseguiram também os seus melhores resultados de sempre, com 19,5 milhões e 5,2 milhões de toneladas, respectivamente, acima 3,8% e 10,8% dos recordes alcançados em 2015. Face a 2016, as variações foram ainda mais expressivas: 6,5% no caso de Leixões, 13,5% no de Aveiro.

Ainda longe de recordes, Lisboa foi o porto que mais cresceu em termos absolutos e relativos. Os 12,2 milhões de toneladas processados ficaram 2 milhões, ou 19,2% acima do registado em 2016 e representam o melhor score dos últimos seis anos (o recorde, já agora, remonta a 2007 e vale 13,2 milhões de toneladas).

Mesmo a recuar 2,5%, com 49,9 milhões de toneladas Sines manteve a hegemonia entre os portos nacionais com uma quota de 52%. A AMT lembra que a quebra é devida exclusivamente à “perda” de 3,4 milhões de toneladas de petróleo que em 2016 passaram por Sines porque a monobóia de Leixões esteve inoperacional cerca de seis meses. Descontado esse efeito extraordinário, o porto alentejano manteve em 2017 a tendência de crescimento, com uma subida homóloga de 4,4%.

Entre os outros portos, Setúbal recuou 5,6%, em termos homólogos, para 6,6 milhões de toneladas; a Figueira da Foz fez 2,1 milhões de toneladas, praticamente o mesmo (-0,2%) que no ano anterior; e Viana do Castelo subiu 5,1% e chegou às 411 mil toneladas. Faro movimentou cerca de 84 mil toneladas e Portimão 899.

Produtos petrolíferos e carvão

Os granéis sólidos tiveram, no seu conjunto, o melhor comportamento relativo em 2017, com um crescimento de 10,8% e um total movimentado de 20,4 milhões de toneladas. Destacaram-se o carvão (+12,7% e 6,4 milhões de toneladas) e os “outros” com 7,8 milhões de toneladas (+13,1%).

A carga geral confirmou-se como o principal agregado, com uma subida homóloga de 1,4% para 40,98 milhões de toneladas. A carga contentorizada garantiu 33,9 milhões de toneladas (+3%) e a ro-ro 1,6 milhões (+32,9%), compensando a quebra de 12,9% da carga  fraccionada (5,5 milhões de toneladas)

Os granéis líquidos é que cederam 1,5% e quedaram-se nos 34,5 milhões de toneladas. A principal explicação é a mesma que se aplica a Sines. A movimentação de produtos petrolíferos até subiu 12,2% (17,9 milhões de toneladas) mas a petróleo bruto afundou 15,3% para 14,4 milhões.

Dezembro com forte quebra

Em Dezembro, os portos do Continente movimentaram 7,1 milhões de toneladas. Foi o pior resultado dos últimos quatro anos, refere a AMT no seu relatório.

Em termos homólogos, a quebra foi de 15,8%. E segue-se ao recuo de 7,5% registado em Novembro.

Em Dezembro, só a carga ro-ro (259 mil toneladas, +167%) e os “outros” granéis líquidos (205 mil toneladas, +9,9%) ficaram acima da linha de água.

A carga contentorizada recuou 22,1%, os produtos petrolíferos 2,5%, o petróleo bruto 13,2%, o carvão 28,5%.

 

 

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  1. JÁ PODÍAMOS TER DUPLICADO ESTE VALOR SE A MINISTRA DO MAR TIVESSE RENEGOCIADOS AS 3 CONCESSÕES PORTUÁRIAS A SABER : 1) LEIXÕES & AVEIRO, 2) ALCÂNTARA & SETÚBAL E SINES !!!