O movimento de mercadorias nos principais portos do Continente cresceu 8,2% nos primeiros 11 meses do ano findo. A manter-se a tendência, o final de 2015 terá chegado com um recorde de 90 milhões de toneladas.

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Entre Janeiro e Novembro, os oito portos considerados no estudo da Autoridade da Mobilidade e dos Transportes (AMT) processaram 81,6 milhões de toneladas, um novo máximo para o período em causa.

Históricos foram também os resultados alcançados em Sines, com 40,29 milhões de toneladas (mais 17,5% em termos homólogos), Leixões, com 17,27 milhões de toneladas (mais 5,4%) e Aveiro, com 4,30 milhões de toneladas (mais 3,5%).

A impedir maiores ganhos estiveram os portos de Setúbal, com um recuo de 8,7% para os 6,84 milhões de toneladas, Figueira da Foz, com uma perda de 7,4% para 1,82 milhões de toneladas, Viana do Castelo, a ceder 2% para 405,59 mil toneladas, e Lisboa, a deslizar 0,5% para 10,72 milhões de toneladas.

Contas feitas, Sines garantiu sozinho 49,3% da tonelagem movimentada nos portos considerados pela AMT, contra 21,1% de Leixões, 13,1% de Lisboa, 8,4% de Setúbal.

Granéis líquidos lideram ganhos

Os granéis líquidos (sobretudo petróleo bruto e produtos refinados) foram os principais responsáveis pelo crescimento da actividade nos portos (e ajudam a explicar o predomínio de Sines). Cresceram 15,3% e atingiram os 30 milhões de toneladas.

Os restantes principais agregados de mercadorias também cresceram nos primeiros 11 meses do ano passado mas menos que o mercado. Os granéis sólidos (com destaque para o carvão e minérios) avançaram 4,5% até aos 17,5 milhões de toneladas. A carga geral aumentou 4,4% para 34,12 milhões de toneladas, à custa do avanço de 5,4% da carga contentorizada (26,52 milhões de toneladas) e, também, do salto de 50,3% da carga ro-ro, que já valeu 904 mil toneladas.

Recorde de 90 milhões no horizonte

A manter-se a tendência de crescimento na casa dos 8% – e em Novembro o ganho homólogo foi de 8,4% -, os portos nacionais poderão ter atingido em 2015, pela primeira vez na história, os 90 milhões de toneladas movimentadas.

Em Dezembro de 2014, recorde-se, contabilizaram-se 7,2 milhões de toneladas. A partir daí, basta fazer as contas…

 

 

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