Em Agosto, o movimento de mercadorias nos portos nacionais caiu 21%, em termos homólogos. Entre os principais, só Setúbal e Viana cresceram.

A quebra na actividade dos portos nacionais agravou-se em Agosto, com a movimentação de apenas 6,55 milhões de toneladas, menos 21% que no período homólogo de 2018, revela o último relatório da Autoridade da Mobilidade e dos Transportes (AMT), hoje divulgado.

Sines foi o porto mais castigado, com uma quebra de 37% nos volumes movimentados. O encerramento da refinaria agravou a quebra na importação de petróleo bruto, e veio juntar-se à diminuição da importação de carvão (com a central termoeléctrica em paragem programada desde Junho) e à quebra no transhipment de contentores.

Lisboa perdeu 7%, para 988 mil toneladas, enquanto Leixões e Aveiro recuaram 1,2% para 1,5 milhões e 555 mil toneladas, respectivamente. Na Figueira da Foz processaram-se 189 mil toneladas (menos 3,7%).

A crescer, mas sem força para contrariar a onda vermelha, estiveram Setúbal e Viana do Castelo. O porto do Sado avançou 2,9% até às 513 mil toneladas, e o da foz do Lima cresceu 12% e superou as 28 mil.

Praticamente todos os tipos de carga registaram perdas nos volumes em Agosto. A carga geral recuou 22% para 2,8 milhões de toneladas; os granéis sólidos cederam 14% para 1,5 milhões de toneladas; os granéis líquidos caíram 22% para 2,3 milhões de toneladas.

Numa análise mais fina, as excepções foram os produtos petrolíferos (+6,5%), os produtos agrícolas (+24,3%), a carga fraccionada (+4,9%) e a carga ro-ro (+32,8%).

O movimento de contentores, medido em TEU, recuou 21,7%, com Sines a afundar 42%, e Lisboa a crescer 21% (Leixões e Setúbal também subiram, ao invés da Figueira).

 

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