Pela primeira vez, os portos nacionais movimentaram mais de 2,5 milhões de TEU. Em 2014 contaram-se 2 520 792, mais 327 mil que os verificados em 2013.

Porto de Setúbal

Para o aumento homólogo de 14,9% foi determinante, mais uma vez, o porto de Sines. Na comparação com 2013, o ganho foi de 31,9%. O Terminal XXI fechou o ano praticamente esgotado na sua capacidade instalada, com 1,2 milhões de TEU movimentados. Mas administração portuária e concessionária já trabalham na expansão.

Líder nacional até ao “boom” de Sines, Leixões voltou a fixar um recorde na movimentação de contentores, agora com 666 661 TEU. Um ganho homólogo de 6% que coloca acrescida pressão quanto à necessidade de ampliar o actual terminal da TCL e que aconselha a decidir depressa e bem sobre o novo terminal de -14 metros.

Outrora número um incontestado, o porto da capital continuou em 2014 a travessia do deserto e a pagar a factura da instabilidade laboral. Lisboa ficou-se pelos 502 186 TEU e recuou mais 8,6% para o pior registo dos últimos 12 anos.

A crescer, e muito, esteve Setúbal. Avançou 46,8% – foi a melhor performance relativa – e superou pela primeira vez a barreira dos 100 mil TEU (103 563). Uma boa notícia, sem dúvida, e um argumento mais para a comunidade portuária local na sua tentativa de afirmar-se como alternativa aos planos expansionistas de Lisboa.

Numa outra escala, a Figueira da Foz também cresceu na movimentação de contentores, tendo alcançado os 20 868 TEU, mais 4 004 que no ano de 2013.

Desconhecem-se ainda os dados relativos a Viana do Castelo, mas é seguro que, pela sua reduzida expressão, não terão impacte nos resultados finais globais do sector. Aveiro não movimenta contentores.

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