A aposta nas energias renováveis, com a quebra na importação de produtos energéticos, é uma das explicações para a redução do movimento de cargas nos portos nacionais.

Em Setembro, os sete principais portos movimentaram 4,9 milhões de toneladas, menos 12,5% do que no período homólogo do ano passado.

Figueira da Foz e Viana do Castelo, os mais pequenos, destacaram-se pela positiva, com crescimentos homólogos de 26,5% e movimentos absolutos de 139 mil e 37 mil toneladas, respectivamente.

Entre os maiores portos, Lisboa foi o que teve melhor comportamento, com uma perda de apenas 0,1% para perto das 955 mil toneladas.

Leixões recuou quase 17%, para os 1,1 milhões de toneladas, e Sines caiu 22% para os 1,8 milhões.

As performances dos principais portos são em boa parte explicadas pelo mix de produtos movimentam, com Sines e Leixões muito mais expostos aos produtos energéticos do que Lisboa.

Em Setembro, a movimentação de granéis líquidos, o principal agregado, ficou-se pelos 2,2 milhões de toneladas (menos 11%), penalizada pela redução de 29% nas descargas de petróleo bruto.

Na mesma linha, os granéis sólidos perderam 38% em termos homólogos, para cerca das 972 mil toneladas. Em boa parte devido ao “afundanço” de 72% nas descargas de carvão (e também à queda de 40% nos granéis alimentares).

A maior utilização das barragens e de outras fontes alternativas de energia fez reduzir a actividade das centrais termoelétricas e, logo, teve impacte na movimentação de granéis sólidos e líquidos.

Em alta esteve ainda a carga geral, que movimentou 1,7 milhões de toneladas (mais 11%), sendo que a carga contentorizada subiu mesmo 13,4% para os 1,3 milhões de toneladas.,

Destacou-se Sines, com uma subida de quase 20%, para os 37 251 TEU. Lisboa avançou 6% para os 43 206 TEU e Leixões ficou praticamente inalterado com 39 607 TEU movimentados. Setúbal atingiu os 2 977 TEU e a Figueira da Foz os 1 574.

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