Os portos do Continente cresceram 7,1% nos primeiros sete meses do ano, para um recorde de 57 milhões de toneladas, mas em Julho praticamente estagnaram, em termos homólogos, de acordo com os dados da Autoridade da Mobilidade e dos Transportes (AMT).

Sotagus - Porto de Lisboa

Em termos acumulados, Leixões (+7,4%), Aveiro (+21,8%), Figueira (6,4%) e Sines (+10,3%) registaram os melhores resultados de sempre. Mas os maiores contributos para o crescimento global vieram mesmo de Lisboa (a subir 1,5 milhões de toneladas, ou 26,8%) e, claro, de Sines (1,5 milhões de toneladas).

A impedirem maiores ganhos, Setúbal recuou 10,3%, Viana do Castelo 4,9% e, praticamente sem expressão, Faro 64,9%.

A carga contentorizada continua a ser o principal motor do crescimento dos números do porto do Continente, muito em função do desenvolvimento do transhipment em Sines, como sublinha a AMT. A carga metida em contentores cresceu 16,2% em termos homólogos e atingiu os 21,1 milhões de toneladas. A carga geral avançou 11,9% até a 25,4 milhões de toneladas (além da carga contentorizada, a carga ro-ro cresceu 15% e superou as 800 mil toneladas, enquanto a carga fraccionada recuou 9,2% para 3,5 milhões de toneladas).

Os granéis sólidos cresceram 7,9% e chegaram aos 11,8 milhões de toneladas, com todos os segmentos em alta. Os granéis líquidos movimentaram 19,8 milhões de toneladas (+1,1%), com a quebra de 13,3% na movimentação de petróleo bruto a penalizar os números (uma variação fruto sobretudo do fim do transhipment em Sines de cargas destinadas a Leixões). Os produtos petrolíferos atá cresceram 16,%.

Acalmia em Julho

Se os números do acumulado de 2017 permanecem robustos, facto é que em Julho o movimento de mercadorias nos portos do Continente se ficou pelos 8,2 milhões de toneladas, apenas 0,2% acima do realizado há um ano.

A carga contentorizada avançou apenas 1,2%, e com isso a carga geral acabou a recuar 1% para cerca dos 3,5 milhões de toneladas. Os granéis líquidos perderam 8,3% (“culpa” do petróleo bruto) para 2,8 milhões de toneladas. Valeu a forte subida (19,3%) dos granéis sólidos, para a casa dos 1,9 milhões de toneladas.

 

 

 

 

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