O transporte de cargas de/para os portos nacionais responde já hoje pela maioria dos volumes movimentados pela CP Carga. Mas as ineficiências dos terminais ferroviários nos portos implicam sobrecustos não negligenciáveis para a (ainda) operadora pública, alerta Aires São Pedro.

No ano passado, a CP Carga movimentou 8,7 milhões de toneladas, das quais 58% teve origem ou destino nos portos nacionais, referiu o director-geral da empresa, no Parlamento.

O porto de Sines correspondeu a 60% dos movimentos, enquanto o porto de Lisboa pesou apenas 7%. Menos de metade dos 15% de 2010, vincou.

No caso do porto da capital, Aires São Pedro referiu que as condições de operação no terminal de Alcântara têm-se vindo a degradar, originando sobrecustos para a CP Carga. A situação não é, porém, única. Na generalidade dos portos nacionais, as limitações dos espaços reservados à movimentação das cargas de/para os comboios obrigam à multiplicação de manobras.

“O custo com a operação em Alcântara não é de menosprezar”, disse o responsável da CP Carga, acrescentando que os sobrecustos com a movimentação de vagões chegam aos 400 mil euros por ano.

“Este custo, que CP Carga suporta nos portos, não só em Lisboa, é uma questão que entendemos ter de ser equacionada com as instituições portuárias”, acrescentou Aires São Pedro.

O dirigente da CP Carga foi ouvido na Assembleia da República a propósito do projecto de reordenamento do porto de Lisboa, com destaque para a criação de um novo terminal de contentores na Trafaria.

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