Nove meses depois, o movimento de mercadorias nos portos do Continente voltou a crescer, em Julho. E com isso a perda acumulada em 2018 reduziu-se para 4,1%.

Portos nacionais reduzem perdas acumuladas

Em Julho, os portos nacionais processaram 8,3 milhões de toneladas, 0,4% acima do realizado no mês homólogo de 2017. A última vez que haviam crescido foi em Outubro do ano passado.

Sines, que tem sido o porto mais castigado, e o maior responsável pela quebra geral, conseguiu agora avançar, e logo 3,6%. Leixões subiu 1,9% e Setúbal 16,1%. Mas Lisboa caiu 16,4%.

Facto é que, assim, as perdas acumuladas, que chegaram a superar os 10% no final do primeiro trimestre, vão-se atenuando, como sublinha a Autoridade da Mobilidade e dos Transportes (AMT) no seu relatório mensal.

Até ao final de Julho, os portos do Continente movimentaram 54,7 milhões de toneladas, menos 4,1% que nos primeiros sete meses do ano transacto.

Leixões, Aveiro e Figueira

Os portos de Leixões, Aveiro e Figueira da Foz continuam a registar máximos históricos. Leixões somou 11,4 milhões de toneladas (mais 1,4%), Aveiro 3,1 milhões de toneladas (mais 0,6%) e a Figueira da Foz 1,3 milhões de toneladas (mais 2,2%).

Na inversa, Sines continua a liderar as perdas, com uma quebra de 8% (27,7 milhões de toneladas), seguida por Viana do Castelo com -6,9% (205,6 mil toneladas), Lisboa com -1,7% (6,8 milhões de toneladas) e Setúbal com -0,5% (4,1 milhões de toneladas).

Ate as renováveis…

A AMT insiste que a quebra que se verifica este ano no movimento dos portos tem muito a ver com alguns números excepcionais registados no ano passado.

Exemplo disso, sublinha, é Sines, agora fortemente penalizado pela quebra na movimentação de contentores (porque no ano passado o transhipment subiu anormalmente), no processamento de granéis líquidos e nas descargas de carvão. Sendo que neste último caso a “culpa” é das energias renováveis, que reduziram a necessidade de produção das centrais termoeléctricas.

No acumulado de Janeiro a Julho, a carga geral soma 24,1 milhões de toneladas (-5,3% em termos homólogos), com a carga contentorizada a cair 5% (19,95 milhões de toneladas), a carga fraccionada a recuar 9,7% (3,2 milhões de toneladas) e a carga ro-ro a ganhar 18,4% (948 mil toneladas).

Os granéis líquidos acumulam 19,4 milhões de toneladas (-2,1%) e os granéis sólidos 11,2 milhões de toneladas (4,6%).

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