Pelo segundo mês consecutivo, o movimento de mercadorias nos portos do Continente cresceu em Novembro, mas menos que em Outubro. Em termos acumulados, as perdas são de cinco milhões de toneladas.

Em Novembro, os portos do Continente processaram 7,2 milhões de toneladas, mais 0,2% que no mês homólogo de 2018, segundo a AMT. Lisboa avançou quase 19%, Setúbal disparou 64% e a Figueira da Foz cresceu 29%. Ao invés, Leixões recuou 8,5% e Aveiro, que vinha somando máximos, afundou 32%. Pior só mesmo Viana do Castelo, a cair 38%.

Em Novembro, Sines, o principal “culpado” dos maus resultados globais nacionais, ficou praticamente sobre a linha de água, com um deslize homólogo de 0,2%. Na sua análise, a AMT destaca o facto de a movimentação de carvão ter regressado praticamente à normalidade. Mas as quebras nos contentores e nos granéis líquidos mantiveram-se.

5 milhões de toneladas perdidos

Entre Janeiro e Novembro, os portos do Continente somaram 80 milhões de toneladas, menos 5,8%, ou cinco milhões de toneladas que no mesmo período de 2018.

Em termos acumulados, e entre os principais portos, Leixões manteve-se em terreno positivo, com um crescimento homólogo de 2,4% e 17,9 milhões de toneladas.  E passou a ter a companhia de Setúbal, agora a crescer 1,3% e a somar 5,8 milhões de toneladas. Lisboa também ficou perto do equilíbrio, com uma perda de 0,2% e 10,5 milhões de toneladas. Aveiro, ao invés, passou a perder 2,2, com 4,98 milhões de toneladas.

Sines acumulou perdas de 12%, com 38,6 milhões de toneladas processadas.

Entre os portos menores, Viana do Castelo ganhou 16,4% até às 364 mil toneladas, ao passo que Figueira da Foz decresceu 4,9% para 1,8 milhões.

Contentores, petróleo e carvão

Juntas, a carga contentorizada, o petróleo bruto e o carvão representam mais de metade do movimento portos do Continente. E muito mais ainda no caso Sines. Com todos estes agregados no vermelho, Sines é o mais penalizado e, logo, o sistema nacional sofre.

Entre Janeiro e Novembro, a carga contentorizada movimentada nos portos do Continente caiu 12% para 28 milhões de toneladas, o petróleo bruto recuou 13% para dez milhões de toneladas, e o carvão caiu 29% para os três milhões de toneladas, segundo os dados da AMT.

As quebras aconteceram sobretudo em Sines e deveram-se, segundo o regulador, sobretudo à greve dos trabalhadores do Terminal XXI e às paragens técnicas da refinaria e da central termoeléctrica locais.

Em alta, nos primeiros 11 meses do ano passado, destacaram-se os produtos petrolíferos (+11% para 17 milhões de toneladas) e as cargas ro-ro (+19% e 1,7 milhões de toneladas).

Comments are closed.