No espaço de uma década, entre 2007 e 2016, os portos portugueses praticamente duplicaram a sua quota de mercado na movimentação de contentores na Europa, sublinha o mais recente estudo de Theo Notteboom, da PortEconomics.

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De  facto, entre o último ano antes da crise internacional que afectou, e de que maneira!, os portos e o ano passado, a quota de Portugal no mercado europeu passou de 1,3% para 2,5%. Em termos percentuais, só os portos da baía de Gdansk fizeram melhor.

No estudo acabado de divulgar, o reputado especialista destaca o esforço desenvolvido por Portugal, em particular em Sines, para se afirmar no mercado europeu do transhipment e no estender do hinterland ao interior de Espanha. No caso de Sines, Noteboom refere, claro, o sucesso da parceria entre a MSC e a PSA, traduzido num crescimento de 1000% na movimentação de contentores no período em análise, até aos 1,51 milhões de TEU registados em 2016.

Sines é, de resto, apontado como um dos “new kids on the block” do mercado do transhipment, a par de Tanger Med, no West Med.

Em Portugal, Noteboom refere ainda o crescimento de 50% experimentado por Leixões no período em análise e a quebra de 30% em Lisboa [neste caso, como é sabido, devido à crise e à conflitualidade laboral].

Em termos globais, o movimento total de contentores nos portos europeus cresceu 13,9% entre 2007 e 2016. Roterdão (12,38 milhões de TEU), Antuérpia (10,04 milhões) e Hamburgo (8,91 milhões) são os líderes do mercado.

Agrupando os portos por regiões, Theo Noteboom destaca o papel incontestado dos deltas do Reno-Scheldt (Escalda), com 24,7 milhões de TEU movimentados (+11,5% no período considerado) e uma quota de mercado de 23-25%.

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