Portugal e França partilham o pódio europeu do encerramento de linhas ferroviárias desde 1990, assinala a AMT no relatório sobre o Ecossistema Ferroviário Português relativo a 2018.

Portugal fechou 17% da rede ferroviária desde 1990

Portugal e França reduziram em 17% a rede ferroviária em exploração, entre  1990 e 2017, segundo os dados do IRG-Rail, citados pela AMT. Em 2018, Portugal dispunha, assim, de uma rede de 2 546 quilómetros de extensão (das mais pequenas entre os países considerados pelo IRG-Rail), com uma densidade de apenas 2,8 km por 100 km2 (idem) e de 2,5 km por 10 mil habitantes (idem).

A rede operacional era quase toda (96%) de bitola ibérica, maioritariamente (76%) em via única e electrificada em 64% da extensão. Neste particular da electrificação, o País está melhor que a média europeia e progrediu muito face aos 14% de electrficação da rede em 1990. Mas, de novo, isso resulta do efeito combinado do investimento realizado e do fecho de linhas.

No relativo ao investimento de longa duração na rede, a AMT apurou, para 2018, um total de 82 milhões de euros. Uma melhoria face aos anos imediatamente anteriores, mas longe dos 354 milhões de euros/ano investidos entre 2002 e 2011 e a “anos luz” dos 646 milhões de euros verificados em 2003.

Pela utilização da infra-estrutura, a Infraestruturas de Portugal cobrou, em 2018, valores semelhantes aos praticados em 2012, refere a AMT, que assinala o facto de esses valores estarem bastante abaixo da média europeia (56% no caso dos passageiros, 57% no caso das mercadorias).

Apesar de ser pequena e pouco densificada, ou por isso mesmo, a rede ferroviária nacional é das menos utilizadas na Europa. A intensidade de utilização, medida em número de comboios/dia por quilómetro de linha, fica-se pelos 40 comboios (de passageiros e de mercadorias) e é das mais pequenas da Europa (na Holanda chega aos 144).

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