A pouco mais de um mês do fim do ano, tudo indica que Portugal irá falhar o objectivo de implementar já a iniciativa e-freight.

Um documento apenas – de que as Finanças não quererão abrir mão – estará a impedir a implementação em Portugal da iniciativa e-Freight, prevista ainda para este ano.

Se será mesmo só um documento ou mais, ninguém parece realmente saber, a avaliar pelas intervenções e pelo debate gerado a propósito do tema no recente Seminário de Transporte Aéreo, promovido no Porto pelo TRANSPORTEES & NEGÓCIOS.

Ouvindo representantes da IATA, dos agentes de carga aérea, dos operadores de handing e mesmo dos transportadores não foi possível perceber sequer se todos estavam a falar do mesmo, e muito menos concluir a quem assacar as responsabilidades pelo atraso, que parece inevitável.

Por cá o e-freight deveria avançar com um projecto-piloto, envolvendo cargas de exportação e cargas das regiões autónomas, mas dos presentes no seminário ninguém arriscou uma data. A anunciada reorganização de serviços da Administração Pública, por fusão, também não deverá ajudar.

Certo é que o atraso português, a persistir, penalizará os operadores nacionais face à vizinha Espanha. De onde provêm muitas mercadorias (nomeadamente da Inditex, mas não só) e onde o e-freight está operacional, permitindo economias de tempo e dinheiro.

Glyn Hughes, director da IATA Cargo, que abordou o tema na sua intervenção, lembrou que as companhias aéreas estão empenhadas em implementar o e-freight a 100% até 2015, mas avisou que tal só será possível com o empenhamento de toda a comunidade de carga aérea.

Entretanto, a Colômbia tornou-se o 32.º país a aderir ao e-freight. O arranque aconteceu no aeroporto da capital Bogotá, com o envolvimento das autoridades nacionais, da LAN Colômbia Cargo e da Iberia, e de agentes transitários como a global DHL ou a local Translago.

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