Nos primeiros cinco meses do ano, as vendas de pesados de mercadorias em Portugal caíram para menos de metade. É o pior resultado na União Europeia.

Entre Janeiro e Maio, matricularam-se em Portugal 6 493 unidades, quando há um ano haviam sido 14 510. Uma quebra de 55,3% que supera em muito a média de -13,3% da União Europeia (597 740 veículos agora; 689 082 há um ano).

Nenhum dos principais mercados escapa à crise no sector. As quebras homólogas variam entre os 3,6% da Alemanha (88 149 matrículas acumuladas) e os 38,7% de Itália (53 048). Pelo meio, a França recua 9% (para 167 788 unidades), o Reino Unido 11,7% (97 499), Espanha 24,3% (35 163).

Em Maio, as vendas de pesados de mercadorias na Europa comunitária caíram mais 19%, com um registo de 118 477 unidades, contra 146 239 no período homólogo de 2011.

Portugal teve o segundo pior registo, com uma quebra de 55,9%, para 1 323 matrículas. Pior só a Grécia, onde foram matriculados 233 pesados de mercadorias (menos 63,7%).

A situação é, apesar de tudo, menos negra quando se consideram apenas os camiões de +16 toneladas. Aí, as perdas acumuladas na UE ficam-se pelos 6,3%, com um total de 93 757 matrículas até Maio. E há mesmo o caso do Reino Unido, que avança 14,9% até aos 12 104 registos. Alemanha e França recuam cerca de 4%, Espanha 23% e a Itália 28%. Portugal cai 48,2%, com 591 matrículas em cinco meses.

Mas em Maio os resultados já foram globalmente piores, com as matrículas a recuarem 14,2% para os 18 562 veículos. Desta feita, Portugal fez melhor que a média, cedendo 21,2% para 141 veículos.

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