No ano passado, Portugal registou 62 mortos nas estradas por cada milhão de habitantes. Na Europa, o país fica na segunda metade da tabela.

Entre 2010 e 2017, Portugal foi dos países comunitários que mais reduziu o número de mortos nas estradas. Mas em 2017, de acordo com os dados preliminares divulgados pela Comissão Europeia, o resultado português piorou significativamente.

Vamos aos números. Em 2010, Portugal contava 80 mortos nas estradas por milhão de habitantes. A média europeia era de 63 mortos. Em 2017, contaram-se por cá 62 mortos por milhão de habitantes, contra a média comunitária de 49.

Ou seja, entre 2010 e 2017, o número de mortos nas estradas em Portugal caiu 31%, enquanto na Europa foi reduzido em apenas 20%. O que é bom.

Mas de 2016 para 2o17 o número de fatalidades aumentou por cá 14%, enquanto na UE recuou mais 2%. O que é péssimo para nós. Em 2016, Portugal contou “apenas” 54 mortes por milhão de habitantes, contra 50 da média comunitária.

Em 2017, só Chipre agravou a mortalidade nas estradas mais do Portugal. Em termos absolutos (mortes/milhão de habitantes), pior que o nosso país só mesmo a generalidade dos país do Leste e do Báltico. Sendo que, ao invés, todos eles evoluíram positivamente.

Já considerando a evolução desde 2010 – o ano fixado por Bruxelas como o ano de referência -, Portugal fica bem melhor na fotografia, tendo conseguido mais que a maioria, com uma redução de 31%

Objectivo de Bruxelas em risco

No ano passado, 25 300 pessoas morreram nas estradas europeias. Foram menos 300 que em 2016 e menos 6 200 que em 2010, de acordo com os dados de Bruxelas.

Ainda assim, o objectivo da União Europeia de reduzir para metade o número de mortos nas estradas entre 2010 2020 afigura-se praticamente inalcançável.

Quando faltam apenas três anos, a redução conseguida foi de apenas 20%.

O número de feridos graves atingiu os 135 mil em 2017.

Os custos económicos e sociais associados à sinistralidade nas estradas europeias ascendem a 120 mil milhões de euros/ano.

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