O Governo aposta em candidatar a Bruxelas mais que os 30 projectos prioritários elencados pelo GT-IEVA. Afinal, os 1 500 milhões de euros de fundos comunitários de que se falou desde a primeira hora não são um tecto mas um ponto de partida, explicou o ministro da Economia.

Falando no Parlamento, Pires de Lima referiu que Portugal tem assegurados já 1 500 milhões de euros de fundos comunitários (mil milhões do Fundo de Coesão e 500 milhões do CEF), mas precisou que isso “não significa um limite”, uma vez que existirão mais 20 mil milhões de euros disponíveis, sujeitos a candidaturas em competição, a que “Portugal se tenciona candidatar”.

Daí que o Governo insista no objectivo de sinalizar a Bruxelas as prioridades de investimento em infra-estruturas logo no início de Abril, com Pires de Lima a sublinha a importância “dos timings para que Portugal esteja na pole position para estes fundos em Setembro”.

O Executivo aposta, pois, disse o ministro, em candidatar ao co-financiamento comunitário mais do que os 30 projectos prioritários elencados pelo GT-IEVA, nomeadamente aqueles que tenham a ver com “missing links” e a “last mile”.

Os investimentos prioritários propostos pelo GT-IEVA pressupõem um investimento global de 5,1 mil milhões de euros. Nas sessões públicas de apresentação/discussão do relatório sempre foi afirmado que o envelope financeiro dos fundos de Bruxelas era de 1,5 mil milhões de euros, um limite que teria determinado algumas escolhas nos investimentos propostos e que ainda haveria de ditar novas escolhas porque não haveria dinheiro para tudo.

Na sua audição no Parlamento, o ministro da Economia sublinhiu ainda que as decisões preliminares sobre os investimentos terão de ser complementadas por estudos técnicos, ambientais e financeiros.

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