O Governo português pretende negociar com Bruxelas o financiamento a 100% dos investimentos em infra-estruturas que resolvam os estrangulamentos resultantes da posição geográfica, anunciou o secretário de Estado dos Transportes.

A ideia, disse Sérgio Monteiro, passa por convencer Bruxelas de que Portugal precisa de fazer um esforço, entenda-se investimento, maior para integrar a Rede Transeuropeia de Transportes (RTE-T) por causa da sua situação geográfica e do seu atraso.

O governante deu o exemplo do sobrecusto que representará a migração da bitola ibérica para a bitola europeia. Se os argumentos de Lisboa vencerem, o co-financiamento comunitário poderá subir de 85% para 100%.

Sérgio Monteiro falava na apresentação dos projectos nacionais integrantes RTE-T a uma delegação de responsáveis da Direcção-Geral dos Transportes e da Mobilidade da União Europeia.

A prioridade das prioridades é a construção da linha férrea entre Sines-Elvas-Madrid. A obra está orçada em 823 milhões de euros e foi candidatada na primeira chamada do mecanismo CEF: 512 milhões de euros num total de 693 milhões para 30 projectos.

Prioritária, mas para mais tarde, é também a ligação entre Aveiro e Vilar Formoso. O seu custo está estimado em 810 milhões de euros, a serem financiados pelo Fundo de Coesão. Ao CEF foram candidatados apenas 13 milhões de euros para estudos.

A EP/Refer propõe-se ainda investir na modernização da Linha do Minho (147 milhões de euros) e na Linha do Norte (417 milhões), referiu António Ramalho, presidente da empresa, também presente na sessão. As prioridades da empresa para a ferrovia são, além dos projectos enunciados, criar as  condições para a circulação regular de comboios de 750 metros e 1 400 toneladas.

Os resultados da primeira chamada do CEF deverão ser conhecido em meados do ano, estima Sérgio Monteiro.

 

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