A Finpro, holding portuguesa que detém cerca de 16,5% do grupo TCB – Terminal de Contentores de Barcelona, recorreu ao Processo Especial de Revitalização (PER), a braços com dívidas de 222 milhões de euros.

A holding é detida pela Banif Capital, Amorim Global Investments, Caixa Capital e Instituto de Gestão de Fundos de Capitalização da Segurança Social. A Caixa Geral de Depósitos, terceiro maior accionista, é o primeiro credor, reclamando 132,5 milhões de euros. O Banif, maior accionista, é o terceiro credor, com 28,9 milhões de euros.

Ao “Negócios”, o administrador judicial do processo avançou que a viabilização da empresa deverá estar despachada em Abril, porque os accionistas e credores estarão “condenados” a entenderem-se.

A participação na TCB de Barcelona é um dos activos mais importantes da Finpro. Foi comprada em 2007, num negócio que envolveu também o Deutsche Bank, como vendedor, e os australianos da Queensland Investment Corportation, como compradores.

O negócio traduziu-se na compra, a meias, de uma posição de 37% da TCB, a maior operadora portuária espanhola, por cerca de 380 milhões de euros.

Na altura, a saída dos alemães foi atribuída a desentendimentos sobre a estratégia de internacionalização do Grupo TCB, entretanto prosseguida, e que implicava (implicou) fortes investimentos.

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