Dos cinco consórcios hoje escolhidos pelo Governo para apresentarem propostas vinculativas de compra da ANA, dois integram empresas nacionais. O encaixe da operação deverá superar o inicialmente esperado.

Os alemães da Fraport (em parceria com o fundo australiano IFM), a francesa Vinci, os suíços da Flughafen Zürich, a Blink e a Eama são os candidatos apurados para passarem à fase decisiva da privatização da ANA. A escolha foi hoje decidida em Conselho de Ministros.

O consórcio Blink é liderado pela colombiana Odinsa e tem como parceiro minoritário a Mota-Engil. A Eama é liderada pela argentina Corporación America e integra também a Sonae Sierra, a Auto Sueco e a Empark.

A secretária de Estado do Tesouro, Maria Luís Albuquerque, sublinhou o valor oferecido por alguns concorrentes, que representa “12 e 13 vezes” o EBITDA da ANA e avalia a empresa em cerca de 2,5 mil milhões de euros. O preço de referência no sector, a nível internacional, é calculado em cerca de sete vezes o EBITDA.

Os cinco candidatos têm agora até meados de Dezembro para apresentarem as suas ofertas finais e vinculativas, sendo intenção do Governo fechar o negócio ainda antes do final do ano.

De fora do processo, com alguma surpresa, ficaram a espanhola Ferrovial (que controla a britânica BAA), a GIP (que detém os aeroportos de London City e Gatwick) e os brasileiros da CCR/Odebrecht.

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