O Presidente angolano afastou, por decreto, a administração da TAAG, liderada por Peter Hill, na sequência da decisão da Emirates de se retirar da gestão da companhia.

TAAG - B777-300

Um comunicado da Casa Civil do Presidente da República dá conta que o decreto exarado pelo chefe de Estado dá como “findo o mandato do conselho de Administração da TAAG”, que havia sido nomeado em 15 de Setembro de 2015, “na sequência da rescisão unilateral” pela Emirates do contrato de gestão com a companhia aérea nacional.

No mesmo decreto, José Eduardo dos Santos nomeia uma comissão de gestão – para “assegurar a continuidade da actividade” da transportadora – , que será coordenada por Joaquim Teixeira da Cunha, antigo presidente da companhia.

A Emirates anunciou segunda-feira o “fim imediato” do contrato de concessão para gestão da TAAG, face “às dificuldades prolongadas que tem enfrentado no repatriamento das receitas” das vendas em Angola.

“Com efeito imediato, a Emirates põe fim à sua cooperação com a TAAG – Linhas Aéreas de Angola ao abrigo de um contrato de concessão de gestão em curso desde Setembro de 2014”, referiu a a companhia dos Emirados Árabes Unidos.

Nova gestão cortou 70 milhões nos custos

O contrato de gestão assinado entre o governo angolano e a Emirates previa a introdução de uma “gestão profissional de nível internacional” na TAAG, a melhoria “substancial da qualidade do serviço prestado” e o saneamento financeiro da companhia angolana, que em 2014 registou prejuízos de 99 milhões de dólares (88 milhões de euros).

Em entrevista à “Lusa”, no final de 2016, o presidente do conselho de administração da TAAG, Peter Hill, agora afastado, anunciou ter cortado 62 milhões de euros em custos no primeiro ano daquela gestão.

“Nós dissemos, no nosso plano de negócios, que em três anos íamos reduzir o custos em 100 milhões de dólares [89 milhões de euros] e logo no primeiro ano já poupamos 70 milhões [62 milhões de euros]. Por isso estamos muito contentes e posso dizer que as finanças da companhia estão a melhorar dramaticamente”, explicou.

“Herdamos uma companhia não lucrativa, com muitos trabalhadores, e nos últimos 12 meses estamos a reduzir os custos”, enfatizou o administrador, que assumiu funções em Outubro de 2015.

Segundo Peter Hill, a TAAG contava então com cerca de 4 000 trabalhadores, para operar 31 destinos domésticos e internacionais, após uma forte redução, apenas com programas de reforma.

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