As poupanças propostas pelas empresas do Sector Empresarial do Estado ascendem já a 700 milhões de euros, divulgou hoje o Ministério das Finanças. Mas representam menos de metade dos desejados 15% de redução de custos operacionais.

As administrações portuárias de Aveiro, Lisboa, Setúbal e Sines já apresentaram os respectivos planos para cortar 15% nos custos operacionais. Falta apenas a APDL, cuja proposta, de acordo com as Finanças, prevê “apenas” cortes entre os 10% e os 15%

.Na área do transporte ferroviário, a Metro do Porto, o Metropolitano de Lisboa, a Metro do Mondego e a Rave também já cumpriram com as directrizes da tutela de redução dos custos operacionais. A Refer já terá apresentado uma proposta de cortes entre os 10% e os 15% e a proposta da CP ainda estará abaixo dos 10%.

No transporte aéreo nenhuma empresa pública cumpriu ainda integralmente as directrizes das Finanças, A ANAM, a Naer, a NAV e a TAP estão no rol das empresas com propostas de cortes entre os 10% e os 12%. A ANA e a EDAB têm os respectivos planos em revisão para reapreciação.

As propostas da STCP, da Carris e da Transtejo estão ainda abaixo dos 10%.

No comunicado hoje emitido as Finanças reafirmam a intenção de não conceder aos cortes dos custos operacionais.

Os 700 milhões de euros de cortes já apurados comparam favoravelmente com os 244 milhões de euros que constavam do ponto de situação feito em 17 de Dezembro. Mas representam um corte de apenas 7% nos custos operacionais do SEE, quando o objectivo fixado pela tutela é de 15%.

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