O governo espanhol falhou a maior privatização europeia deste ano. A venda da Aena foi suspensa e há quem arrisque que já não acontecerá nesta legislatura. Tudo por uma questão formal, envolvendo a consultora PwC.

Uma semana volvida, o Conselho de Ministros espanhol decidiu mesmo adiar, sem data, a OPV de 28% do capital da Aena. Na base da decisão estarão alegadas divisões no seio do Executivo relativamente ao processo, divisões essas que cristalizaram em torno de uma questão formal: a de saber se a PwC, auditora da Aena, podia, ou não, subscrever a carta de conformidade que atesta que os dados constantes do folheto da OPV estão conformes à realidade da empresa.

Aparentemente, esse não tem sido um problema noutras operações de privatização. Mas agora foi-o, e inultrapassável.

Para retomar a operação, o governo de Madrid terá agora de seleccionar um novo auditor que elabore a carta de conformidade. O processo poderá atirar a privatização para meados de Fevereiro do próximo ano. Mas já há quem antecipe que a privatização não ocorrerá na corrente legislatura.

Fica a dúvida de saber o que acontecerá, nesse caso, aos 21% que a Corporación Financiera Alba (8%), Ferrovial (6,5%) e CIF (6,5%) prometeram comprar para integrarem o futuro núcleo duro da gestora aeroportuária espanhola.

A OPV da Aena avalia a empresa entre 6 225 e 8 025 milhões de euros. A operação seria a maior privatização de Espanha nos últimos anos e a maior da Europa no ano corrente.

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