A cada “exame” da “troika” a privatização da CP Carga desliza mais uns meses. A nova data-limite é o agora o terceiro trimestre do corrente ano.

A privatização da CP Carga esteve para ser a primeira de 2012, mas de adiamento em adiamento o Governo compromete-se agora a fazê-la até Setembro deste ano, de acordo com o relatório do FMI sobre a sexta avaliação da “troika” a Portugal.

A privatização da operadora pública de transporte ferroviário de mercadorias pressupõe, todavia, que antes o Executivo proceda à separação do negócio da exploração dos terminais logísticos para uma nova entidade, de forma a favorecer uma maior abertura do mercado nacional à concorrência.

E impõe também que fique resolvida a questão da transferência da titularidade do material circulante da CP Carga para uma outra empresa, existente ou a criar.

Com a privatização da CP Carga, o Governo pretenderá, diz-se, atrair operadores de dimensão internacional – e aí a Deutsche Bahn é o nome sempre apontado. Mas haverá também potenciais candidatos nacionais, casos do Grupo ETE e da Conteparque. A Mota-Engil, que detém a Takargo, já por mais de uma vez disse não estar interessada.

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