Foi hoje publicado em Diário da República o decreto-lei que determina a privatização de até 100% do capital da CP Carga, numa operação que poderá implicar também um aumento de capital da subsidiária da CP.

CP Carga

A intenção do Executivo é alienar até 100% do capital social da empresa a investidores de referência, reservando uma posição de até 5% para os trabalhadores.

A venda directa poderá ser feita a um ou mais investidores, nacionais ou estrangeiros, associados ou individualmente. A intenção é encontrar investidores estáveis e de longo prazo. Pelo sim pelo não, admite-se a hipótese de as acções adquiridas ficarem indisponíveis entre três e cinco anos.

Essa será uma questão que ficará esclarecida em portarias posteriores. Tal como, por exemplo, o saber-se se haverá uma fase prévia de manifestações de interesse ou se se avançará directamente para a apresentação de propostas vinculativas. E também a definição do eventual aumento de capital.

Quanto aos critérios para a avaliação das eventuais propostas de compra da CP Carga, eles atenderão à qualidade e credibilidade das estratégia proposta para a empresa (mormente no relativo ao desenvolvimento dos tráfegos internacionais além-Pirinéus), o valor oferecido pelas acções e demais condições financeiras, o reforço da capacidade económico-financeira e do capital da empresa, o know-how dos candidatos, etc..

A CP Carga tem vindo a melhorar a sua performance operacional mas isso não impede que tenha acumulado elevados prejuízos, apresentando actualmente uma situação de capitais próprios negativos.

A empresa detém uma quota hegemónica no mercado nacional de transporte ferroviário de mercadorias. Mas será vendida sem o material de tracção (que ficará na CP) e sem os terminais (entretanto transferidos para a Refer).

 

 

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