O processo já leva mais de sete anos mas só em Outubro é que os dois candidatos “resistentes”deverão apresentar as suas propostas definitivas.

O Grupo ETE e a Sogestão (de Manuel Champalimaud, que já detém a Silos de Leixões) são os únicos candidatos apurados para esta fase decisiva do processo. Ainda este mês deverá ocorrer mais uma ronda de negociações com os responsáveis da Silopor, após o que, até 19 de Outubro, ambos terão de apresentar a sua “best and final offer”, adiantou Manuel Champalimaud ao “JdN”.

Em causa está a concessão, por um prazo de 25 anos, do serviço público de armazenamento e movimentação de granéis alimentares nos silos de Lisboa (Beato e Trafaria) e de Vale da Figueira, por onde passa parte substancial dos cereais que alimentam o País.

Trata-se de activos apetecíveis, o que ajuda também a explicar o arrastar do processo e as vicissitudes por que tem passado, com vários incidentes judiciais à mistura.

Pelo caminho ficaram entretanto a Mota-Engil e a TMB, a Ership e a Nutrinveste (que concorreu aliada à Bunge e à Navipor).

O Grupo ETE propôs-se pagar 162 milhões de euros ao longo da concessão, ao passo que a Sogestão avançou com 62 milhões. Uma grande diferença, para mais quando o encaixe é o principal critério para a escolha do vencedor.

Caso vença, o Grupo ETE ficará praticamente com o exclusivo da movimentação de cereais em Lisboa (onde já possui capacidade de silagem).

Uma eventual vitória da Sogestão permitiria à empresa assumir a posição dominante que já foi da Silopor, uma vez que a empresa de Manuel Champalimaud controla também os silos de Leixões.

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