O Estado encaixará no mínimo 431 milhões e no máximo 580 milhões de euros com a privatização de 70% dos CTT.

Hoje, o Governo anunciou que o preço de venda das acções variará entre um mínimo de 4,10 euros e um máximo de 5,52 euros, sendo o preço final determinado pela procura.

A privatização dos CTT marcará o regresso das OPV à Bolsa de Lisboa, após uma ausência de cinco anos.

Todavia, apenas 20% do capital da empresa será disperso junto do público em geral. E desses, 5% estarão reservados aos trabalhadores da empresa, que beneficiarão ainda de um desconto de 5% sobre o preço de venda (com a contrapartida de não poderem dispor dos títulos num período de carência).

Os restantes 50% do capital dos CTT serão colocados junto de instituições financeiras, que depois assumirão o encargo de alienar os títulos a investidores institucionais.

A opção do Governo de vender os CTT na Bolsa afastou alguns interessados no negócio, como foi o caso do Grupo Rangel. Outros, como o Grupo Urbanos, ainda não decidiram o que farão. Na certeza de que, no modelo actual, nenhum investidor terá o controlo a empresa.

A privatização dos CTT deverá ficar concluída até ao final da primeira semana de Dezembro.

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