É oficial. A privatização dos CTT será mesmo feita através da dispersão da maioria do capital em Bolsa. Rangel e Urbanos são candidatos assumidos.

Afinal, a privatização dos CTT não será feita por negociação directa, como aconteceu com a ANA e esteve para acontecer com a TAP. O Governo decidiu seguir o exemplo de Londres e avançar com a venda em Bolsa. A notícia, avançada pelo “Expresso” já foi confirmada.

A realização de uma IPO (Oferta Pública Inicial, na sigla inglesa) era já uma possibilidade prevista no diploma legal que deu o “pontapé de saída” na privatização.

A intenção do Governo é vender mais de metade do capital. O valor de referência para a operação é de 600 milhões de euros.

No caso da britânica Royal Mail, a privatização será feita mediante a combinação de uma OPV e de uma colocação junto de investidores institucionais. E os trabalhadores têm reservados 10% da companhia.

A privatização dos CTT será a primeira operação do género na Bolsa nacional desde 2008. Longe vão os tempos do capitalismo popular, mas certamente que o Executivo pretenderá, com esta operação, não só maximizar o encaixe como dar um novo fôlego ao mercado bolsista nacional e um novo ânimo aos investidores.

Entretanto, hoje ficou a saber-se que o Montepio e o Grupo Rangel firmaram uma parceria para acorrer à privatização dos CTT. Note-se que os CTT têm uma licença para criar um banco e que a empresa não poderá ser desmembrada por quem a comprar.

O grupo Urbanos é outro candidato assumido, a par dos Correios brasileiros e de vários fundos de investimento internacionais.

A privatização dos CTT estará prevista nos acordos com a “troika” e deverá ser consumada até ao final do ano corrente.

 

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