Nem as exportações conseguem manter a actividade das marcas automóveis instaladas em Portugal. No primeiro trimestre, a produção de veículos comerciais caiu 36% para as 11 319 unidades. Pior só em 2009, no auge da crise.

A produção de pesados de mercadorias foi a que mais sofreu, com um recuo homólogo de 42%, para as 909 unidades. Nos comerciais ligeiros, o recuo foi de 35%, para os 10 405 veículos.

A Mitsubishi, que representa dois terços da produção nacional de pesados de mercadorias, sofreu uma quebra de produção de 38%, tendo-se ficado pelos 647 veículos. Pior desempenho teve a Isuzu: caiu 51% para 252 viaturas. A Toyota manteve a produção de 15 unidades já alcançada no primeiro trimestre do ano passado.

Nos comerciais ligeiros, a hegemonia continuou a ser do grupo PSA, apesar das fortes quebras sofridas. A unidade de Mangualde produziu 4 978 Citroën (menos 43%) e 4 725 Peugeot (menos 21,3%). Ainda assim, o suficiente para deter uma quota de mercado de mais de 92%.

Pior desempenho tiveram ainda a Mitsubishi e a Toyota, ambas a perderem 47%, para 315 e 297 comerciais ligeiros, respectivamente.

Pela positiva destacou-se a Isuzu, com um crescimento de 25% na produção para as 90 viaturas.

Em Março, a produção nacional de comerciais caiu 31% para os 3 907 veículos, entre 3 632 ligeiros (menos 30%) e 275 pesados (menos 44%).

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