Contrariando a quebra das vendas de automóveis no mercado doméstico, a produção nacional de veículos comerciais voltou a crescer em Fevereiro, mantendo-se ao nível mais elevado dos últimos seis anos.

Em Fevereiro construíram-se em Portugal 6 156 veículos comerciais, entre 5 613 ligeiros e 543 pesados. Relativamente ao mês homólogo do ano passado, verifica-se um crescimento global de 28,3%, sendo de 27,9% nos ligeiros e de 33,1% nos pesados.

A PSA Peugeot Citroën, que há pouco anunciou o fim do terceiro turno de laboração em Mangualde, voltou a aumentar a sua quota de produção nacional. Em Fevereiro, produziu 2 871 Citroën (mais 10,9%) e 2 343 Peugeot (mais 74,1%). No acumulado dos dois primeiros meses, o grupo francês já vale 91,5% da produção lusa de comerciais ligeiros.

A Mitsubishi produziu no último mês 203 unidades (menos 29%), a Toyota chegou às 172 (mais 13,9%) e a Isuzu atingiu as 24 (mais 33,3%). A Mitsubishi cai 20,7% no balanço anual, enquanto a Toyota avança 55,1% e a Isuzu recua 18,1%.

Nos pesados, a Mitsubishi continua a dominar, com 737 unidades produzidas nos dois meses, mais 7,4% que há um ano (em Fevereiro foram 379, mais 16,3%). Mas a Isuzu destaca-se com um crescimento acumulado de 169,8%, para os 340 camiões (164, ou mais 127,8%, em Fevereiro). A Toyota não produziu qualquer pesado em Fevereiro e desde o início do ano apenas construiu cinco (menos 75%).

A produção nacional de autocarros continua a zeros.

Nos ligeiros, e sempre de acordo com os dados da ACAP, a produção nos dois primeiros meses caiu 15,4% para os 21 107 veículos, essencialmente devido ao fim da produção da PSA de Mangualde (mais de 3 000 veículos há um ano, apenas três agora).

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