A produção de veículos comerciais em Portugal cresceu 72% em Setembro e acumula um ganho de 79% desde o início do ano, divulgou a ACAP.

Em Setembro, a produção de comerciais ligeiros avançou mais de 59%, para as 3 344 unidades. Um resultado melhor do que o verificado nos dois anos anteriores mas que fica ainda assim ligeiramente abaixo do de 2007.

Desde Janeiro, a produção nacional de comerciais ligeiros já soma 27 969 unidades, o que representa uma subida de 78% face ao mês homólogo de 2009. Para encontrar melhor – na verdade, muito melhor – é preciso recuar a 2006.

A Peugeot é a marca que mais se destaca, com um crescimento de 157% em Março e de 110% desde o início do ano. Em Setembro a Citroën perdeu a liderança, ao crescer apenas 8%, mas ainda assim mantém a liderança no acumulado de 2010, com uma quota de mercado de quase 46% e uma subida de produção de 63%.

A Mitsubishi mais do que duplicou a produção em Setembro e acumula um crescimento homólogo de 90% desde Janeiro, enquanto a Toyota caiu 12% em Setembro mas ainda avança 18% desde o início do ano. Com números muito inferiores, a Isuzu triplicou a produção em Setembro e acumula ganhos de 247%, para as 354 unidades.

A produção de comerciais pesados ascendeu em Setembro aos 481 veículos, todos de mercadorias. Uma vez mais os autocarros ficaram a zeros. Comparativamente a 2009, o crescimento homólogo foi de 298%, sendo que nas mercadorias atingiu os 333%. Mesmo assim, o registo dos camiões ficou duas unidades abaixo do verificado em Setembro de 2008.

Em termos acumulados, a produção de comerciais pesados sobe 90% relativamente a 2008, com 3 227 camiões (mais 9ç4%) e 60 autocarros (menos 6%). Em ambos os casos, está-se ainda longe dos números de antes da crise.

A Mitsubishi lidera destacada, com um crescimento de 87% desde Janeiro (em Setembro subiu 232%), seguida a larga distância pela Isuzu, com uma subida acumulada de 166%. A Toyota destoa com uma quebra de 18%, sendo que em Setembro ficou flat.

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