A produtividade da operação portuária está longe de acompanhar o crescimento dos navios e tem havido pouco progresso na redução do tempo de paragem das embarcações nos portos, de acordo com o CEO da Maersk Line, Soren Skou.

“Construímos navios cada vez maiores e se não conseguirmos movimentar os contentores de forma mais rápida, tudo chegará a um impasse”, avisou o executivo, à margem da apresentação dos resultados da companhia em 2014.

Soren Skou recordou que, em 2007, os navios do Ásia-Europa tinham capacidade para 6 500 TEU e que, no presente, podem transportar o dobro, 13 mil TEU. “Embora haja melhorias na produtividade, estamos a passar mais tempo nos portos”, disse. “Numa viagem completa Ásia-Europa, o tempo passado no porto aumentou de 12 dias (em 2007) para 18 dias”, acrescentou.

O CEO da Maersk considera que a produtividade portuária se resume à produtividade dos pórticos. “O sector está “preso” nos 25-30 movimentos por pórtico por hora. Não tivemos avanços que permitam atingir os 40 a 50 movimentos por hora”, critica.

Os responsáveis pela Maersk Line não estão sozinhos nesta opinião. Também os indicadores de consultoras como a Ocean Shipping Consultants apontam no sentido de que a produtividade portuária não está a acompanhar o crescimento dos porta-contentores.

 

 

 

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