Os factores preço e fiabilidade são essenciais à afirmação das soluções de transporte co-modais junto dos diversos operadores envolvidos nas cadeias logísticas.

A conclusão, saída de mais um workshop do Projecto E-80, pode parecer redundante. Mas ganha nova força tendo saído, com saiu, de um encontro que juntou em Salamanca autoridades portuárias, operadores rodoviários, ferroviários e marítimos, plataformas logísticas, carregadores, operadores logísticos e transitários.

A CP Carga, a Renfe Mercancias, a MSC, a APDL e a APA, a Zaldesa, a APTMCD, a Apat e a Aplog foram algumas das entidades participantes na mesa-redonda do projecto Intermodalidade E80. No final, todas convergiram que o reforço do transporte intermodal será inevitável a médio prazo.

Esta segunda reunião de trabalho centrou-se nos temas “prioritários” propostos pelos sócios do projecto (APDL, APA e Zaldesa), e que são a selecção dos elementos da rede de infra-estruturas logísticas e de transporte; a integração do transporte marítimo de curta distância em serviços porta-a-porta, com a possibilidade de oferecer serviços logísticos de elevado valor acrescentado; e o desenvolvimento de um modelo de gestão do transporte multimodal.

Os desafios do preço e da fiabilidade dos futuros serviços co-modais serão vencidos, concluíram os participantes, pela progressiva internalização dos custos externos do transporte rodoviário e pelo estabelecimento de relações de confiança entre os diversos agentes envolvidos nas soluções a implementar.

O Projecto Intermodalidade E-80 é uma iniciativa conjunta da APDL, da APA e da Zaldesa. Foi candidatado e é apoiado pelo Marco Pólo II enquanto acção de aprendizagem. O nome do projecto deriva do eixo rodoviário E80, que liga Portugal e Espanha à Europa e que é um dos mais congestionados.

O objectivo do projecto é favorecer o surgimento de soluções de transporte alternativas, de base ferroviária ou marítima (TMCD).

 

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