Desde as 23 horas de ontem, o terceiro turno da fábrica da PSA Peugeot Citroën de Mangualde está a laborar em pleno, com os 300 novos trabalhadores. O projectado aumento da produção não chega, no entanto, para suportar aumentos salariais.

Em Fevereiro, a unidade de Mangualde anunciou o reforço da produção para 285 veículos por dia, para responder ao aumento das encomendas.

Na altura, a PSA de Mangualde avançou que a terceira equipa, com 300 novos postos de trabalho directos, iria trabalhar “no mínimo até ao fim do corrente ano, de forma a responder à previsão das encomendas”.

A decisão foi oficialmente tomada pelo grupo em França, “com base nas perspectivas de evolução do mercado dos modelos fabricados em Mangualde, o Citroën Berlingo e o Peugeot Partner”.

Com a criação destes 300 novos postos de trabalho, a PSA passa a empregar 1 150 colaboradores em Mangualde.

A boa notícia do aumento do quadro do pessoal não chega, todavia, para satisfazer os trabalhadores, que reclamam também aumentos salariais. De acordo com os representantes sindicais, em causa estarão aumentos de 35 euros, justificados com a fase de expansão da empresa, mas que a administração não estará disposta a aceitar.

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