A PSA (dona de Peugeot, Citroën, DS e Opel) e a Fiat Chrysler Automobiles (FCA) anunciaram esta sexta-feira terem chegado a acordo para uma fusão 50/50.

A empresa que resultar da fusão entre os grupos francês e italo-americano será o quarto maior construtor automóvel global em termos de unidades vendidas (8,7 milhões de veículos por ano), com receitas combinadas de quase 170 mil milhões de euros e lucro operacional recorrente de mais de 11 mil milhões de euros (excluindo Magneti Marelli e Faurecia) por ano.

O objectivo é criar sinergias anuais de 3,7 mil milhões de euros para aproveitar oportunidades numa nova era da mobilidade. Aquele montante será conseguido, em boa parte, por uma alocação “mais eficiente de recursos para investimentos em larga escala em plataformas de veículos, motorizações e transmissões e tecnologia, assim como da maior capacidade de compra inerente à nova escala do grupo combinado”.

As empresas prevêem que 80% das sinergias sejam alcançadas após quatro anos, com o custo total único de obtenção das sinergias estimado em 2,8 mil milhões de euros. O comunicado conjunto garante ainda que estas estimativas de sinergias “não se baseiam no encerramento de qualquer fábrica”.

Carlos Tavares será o CEO

O conselho de administração do novo grupo terá 11 membros, cinco nomeados pela FCA (incluindo John Elkann como presidente) e cinco pelo Groupe PSA. O 11.º membro será o CEO, que no primeiro mandato de cinco anos será o português Carlos Tavares, que é, actualmente, o CEO da PSA.

“Esta convergência agrega valor significativo a todas as partes interessadas e abre um futuro brilhante para a entidade combinada. Estou satisfeito com o trabalho já realizado com o Mike [Manley, o CEO da FCA] e ficarei muito feliz em trabalhar com ele para construirmos juntos uma excelente empresa”, comentou Carlos Tavares.

O britânico Mike Manley, que está à frente da FCA desde Julho do ano passado, altura em que o entretanto falecido Sergio Marchionne abandonou o cargo por motivos de saúde, aponta à criação de um grupo de sucesso. “Estou encantado com a oportunidade de trabalhar com o Carlos e a sua equipa nesta combinação potencialmente revolucionária da indústria. Temos uma longa história de cooperação bem-sucedida com o Groupe PSA e estou convencido de que, junto com nosso excelente grupo de trabalhadores, podemos criar uma empresa de mobilidade global de classe mundial”, indicou Manley.

A empresa controladora será sediada na Holanda, mas continuará com sedes operacionais em França, Itália e Estados Unidos.

O grupo será cotado na Euronext (Paris), na Borsa Italiana (Milão) e na Bolsa de Valores de Nova Iorque.

 

 

 

 

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