Em entrevista ao TRANSPORTES & NEGÓCIOS, o director da PSA Mangualde, José Maria Castro, faz um balanço positivo do primeiro semestre, mas fala em “prudência a partir do último trimestre”.

A produção da PSA Mangualde foi, no primeiro semestre, de 38 168 unidades, mais 15,6% do que no mesmo período do ano passado e mais de 20% de toda a produção portuguesa.

Porém, os bons resultados não tranquilizam José Maria Castro, que avisa para “o impacto da nova legislação das emissões no mercado”, e para “a instabilidade e a incerteza dos volumes de produção”.

A produção da PSA Mangualde ascendeu, no primeiro semestre, a 38 168 unidades, mais 15,6% do que no período homólogo de 2018. O balanço é positivo?

José Maria Castro – Sim, positivo, mas de prudência a partir do último trimestre, porque estamos num contexto de forte instabilidade.

Quais os principais desafios de contexto da PSA Mangualde?

José Maria Castro – O principal desafio que confronta a indústria automóvel neste momento é o impacto da nova legislação das emissões no mercado e a instabilidade e a incerteza dos volumes de produção.

Voltando à produção no primeiro semestre, qual a divisão por modelos?

José Maria Castro – O modelo Peugeot foi responsável por 17 710 (46,4%) unidades e o Citroën por 20 458 (53,6%).

Quais os principais mercados de destino?

José Maria Castro – Portugal, Espanha, França e Itália.

A partir de Outubro, começam a produzir em série o Opel Combo. A preparação da fábrica tem corrido de acordo com o previsto?

José Maria Castro – As alterações previstas decorreram de acordo com o plano e a preparação foi aprovada com pré-série fabricada em Julho.

Ainda terá algum impacto na produção deste ano da PSA Mangualde?

José Maria Castro – Sim, a partir de Outubro faremos cerca de 10% da produção total.

Os turnos de produção manter-se-ão ou poderá haver ajustes?

José Maria Castro – De momento, para 2019, não há nenhuma modificação.

Quais os objectivos de produção da PSA Mangualde para 2019 e como compararão com 2018?

José Maria Castro – Ainda é cedo para anunciar valores, mas deverão rondar, com a projecção actual, os 80 mil veículos.

Com o Combo, os objectivos futuros de produção da fábrica serão maiores?

José Maria Castro – De momento, não estamos a imaginar um aumento da capacidade da fábrica, mas sim uma repartição das marcas.

O fenómeno, no mercado europeu, de transferência dos clientes dos monovolumes para os SUV também está a ocorrer para as versões de passageiros dos pequenos furgões. A PSA Mangualde espera beneficiar disso?

José Maria Castro – O novo modelo é um sucesso na versão comercial como familiar.

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