O grupo PSA Peugeot Citroën acusa o Governo português de ainda não ter cumprido com as condições acordadas para promover a participação da fábrica de Mangualde no projecto K9. O atraso na electrificação da Linha do Minho é uma da falhas apontadas.

Linha do Minho

O projecto K9 respeita ao arranque da fase de produção, ainda em 2017, dos substitutos de Peugeot Partner, Citroën Berlingo e Opel Combo. Os novos modelos chegarão ao mercado no fim de 2018. Mangualde é, recorde-se, uma fábrica satélite da unidade galega.

A melhoria das ligações ferroviárias entre a Galiza e o Norte de Portugal é considerando fundamental para facilitar o encaminhamento dos veículos entre Mangualde e Vigo, para a exportação a partir do porto galego.

Acontece que a electrificação da Linha do Minho só deverá ficar concluída no final de 2019, princípios de 2020. O concurso para a electrificação do troço Viana do Castelo-Valença, o último, deveria ter sido lançado em Fevereiro.

Com a electrificação, a capacidade da Linha do Minho aumentará dos actuais 15 comboios de 300 metros/dia para 20 comboios de 750 metros/dia.

Do lado da PSA, o Governo português é  também criticado por não ter implementado um sistema tarifário da electricidade mais competitivo e por não ter mexido nas portagens para não onerar os veículos que sairão de Mangualde.

O projecto K9 deverá originar o regresso do terceiro turno à fábrica de Mangualde, com criação de cerca de 500 postos de trabalho directos.

Comments are closed.