Até ao final do ano, o Terminal XXI verá a sua capacidade aumentada em cerca de 500 mil TEU anuais. Enquanto não contrata a desejada expansão, a PSA Sines investe no aproveitamento do “outro lado” do cais do terminal de contentores.

Sines - Terminal XXI

O primeiro ministro estará hoje em Sines para o lançamento da fase 2+ de expansão do terminal de contentores. A designação escolhida deixa perceber que ainda não se trata do anúncio da expansão do Terminal XXI que está em fase final de negociação entre a APS e a PSA Sines, e que terá como contrapartida o prolongamento do prazo da concessão.

Ao que o TRANSPORTES & NEGÓCIOS apurou, esta fase 2+ traduzir-se-á na utilização da face noroeste do actual cais para ali operar navios de menores dimensões (feeders). Uma solução que permite aumentar a capacidade do terminal em cerca de 500 mil TEU/ano e ganhar tempo enquanto não se completar a futura nova fase de expansão.

A iniciativa terá partido da PSA Sines, que de disponibilizou a suportar integralmente, sem contrapartidas, o investimento nas obras físicas e na aquisição dos equipamentos de movimento dos contentores (gruas móveis e pórticos de parque).

Ao todo serão 40 milhões de euros. Os trabalhos deverão ficar concluídos ainda este ano.

A ideia passa por desviar para o lado interior do cais os navios feeder que escalam Sines, de menores dimensões e que realizam menos movimentos em cada escala, libertando a frente de cais de 940 metros para os megacarriers.

A criação de uma nova frente de cais, com os equipamentos a ela associados, implicará também a criação de 150 postos de trabalho.

Este investimento da concessionária do terminal de contentores de Sines não implica contrapartidas públicas. Todavia, a administração portuária prevê investir, também este ano, 12 milhões de euros em dragagens para melhorar a acessibilidade marítima ao terminal.

Na semana passada, o presidente da APS, João Franco, anunciou o acordo com a PSA Sines sobre a renegociação da concessão, que será prolongada por 12 anos contra um investimento privado de 200 milhões de euros. Faltava, disse, o ok das Finanças. Talvez que hoje Passos Coelho anuncie o “sim” definitivo ao investimento.

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